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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tática de caça dos felinos.







Cada animal possui uma tática para poder capturar seu alimento, os lobos formam alcatéias, o camaleão fica camuflado na paisagem esperando para dar o bote. Os felinos não são diferentes, afinal eles já foram cosiderados mestres da caça, pois cada felino possui uma tática diferente e curiosa de capturar seu alimento. O leopardo (fig.5), por exemplo, fica escondido, esperando para atacar a presa, quando a captura, leva esta (muitas vezes ainda um pouco viva) para o topo de árvores muito altas, onde poderá se alimentar tranquilamente.

Com o guepardo (fig.4) ocorre diferente, ele vive somente nas savanas africanas; devido ao pequeno porte em relação à outros felinos (até 2 metros de comprimento e 80cm de altura), o guepardo caça apenas antílopes, para isso ele tenta se aproximar bastante da presa antes de atacar, mas os antílopes geralmente vêem os seus caçadores e tentam fugir, forçando o guepardo à iniciar uma corrida atrás da presa. Essa corrida pode durar até uns 10 minutos (ou mais), e terminará com a desistência do caçador (que acaba cansando), ou da çaça (que é capturada); o principal problema dessa tática de caça é que o guepardo, após essa corrida, está muito cansado (até mesmo para comer, ele teria que descançar uns 10 minutos), nesse momento, muitas vezes, aparecem hienas e leões famintos, os guepardos não possuem força para lutar contra os leões, e estão cansados para enfrentar hienas, a única alternativa é ir embora. Logo abaixo há um vídeo mostrando um guepardo caçando.

Os leões (fig.3) geralmente não caçam, essa tarefa é designada à leoa, que formam bandos de 4 ou 5 animais; as leoas observam o bando que võ caçar, em seguida observam as presas, afim de achar a mais frágil, em seguida atacam por diferentes lados, cercando o alvo principal, que geralmente está sozinho e é abatido. Quando capturam o alimento, os leões aparecem e, por dominarem as fêmeas, se alimentam primeiro; o que sobrar da comida, ficará para as leoas e os filhotes.

Os tigres (fig.2) não vivem em bandos, apenas em casais, com poucos filhotes, geralmente as fêmeas caçam, mas à casos que o macho também caça. Os tigres aproveitam sua pelagem listrada e se escondem em matos, esperando o momento certo para o bote; por ter uma ótima visão (uma das melhores entre os felinos) e uma força incrível (junto aos leões, são os felinos mais fortes), o ataca, se certeiro é fatal, pois os tigres agarram as vítimas, com suas garras e mordem instantâniamente o pescoço da presa, torcendo ele.

As onças e panteras (fig.1) usam a mesma tática dos leopardos, aproveitando que vivem em florestas, onde existem muitas opções para se esconderem. No passado, o tigre-dente-de-sabre, saltava para cima das presas, agarrando-as como os tigres atuais, e mordendo seus pescoços, para provocar hemorragias; como a pele dos animais eram muito duras, os tigres-dentre-de-sabre desenvolveram presas grandes e fortes.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Gatos e o sexto sentido

Um caso intrigante tem chamado a atenção dos moradores de Rhode Island, nos Estados Unidos. Isso porque um asilo local tem contado com a ajuda de um felino para prever a morte de seus pacientes e avisar os parentes a tempo de darem o último adeus. Difícil de acreditar? Pois saiba que o caso foi tema, inclusive, de um artigo na conceituada revista científica The New England Journal of Medicine, em 2007 e recentemente, também rendeu um livro.
Em entrevista ao site da CBS News David Dosa, geriatra responsável pelo Centro de Reabilitação para Idosos de Providence e autor do artigo e do livro sobre o animal, revelou que Oscar, um dos três gatos que vive no asilo, tem um “sexto sentido” para detectar horas antes, a morte dos pacientes. Estima-se que o bichano tenha previsto cerca de 50 mortes ao longo dos cinco anos em que mora no asilo.
Segundo o Dr. Dosa, quando Oscar pressente a morte de algum idoso, ele vai até a cama do paciente e começa a ronronar, saindo poucos minutos antes da morte em si.
Mas esse mistério pode ser explicado de duas maneiras, quando observamos algumas características biológicas desses felinos. A primeira é que os olhos dos gatos possuem a tapetum lucidum , uma membrana posicionada dentro do globo ocular que reestimula a retina ao refletir a luz na cavidade dos olhos. Por isso os gatos conseguem enxergar bem no escuro, mas essa membrana também permite os gatos verem espectrus de luz que são invisíveis aos olhos humanos. Assim, o gato Oscar, estaria vendo apenas uma emancipação de energia propagada pela pessoa quando ela estava prestes a falecer.
A segunda explicação é de que o gato por viver naquele ambiente teria se apegado aos idosos do local, e quando eles estavam prestes a morrer o gato apenas se aproximava para fazer-lhes companhia, pois os animais domesticos tendem a ser carinhosos com pessoas que estam passando dificuldades.
Qualquer que seja a explicação não deixa de ser interessante, principalmente porque as famílias desses idosos, sabendo dessa história, começaram a autorizar o azilo a comunicá-las se vissem o gato próximo dos seus parentes, para poderem acompanharem seus ultimos momentos.