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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Insetos (estruturas e importâncias)





















Quando fala-se em insetos, muitas vezes vem na cabeça das pessoas, animais pequenos com muitas patas, antenas e que muitos tem medo ou nojo. Porém, os insetos não são sempre essas criaturas nojentas, e nem tudo que tem muitas patas é inseto. Geralmente, aranhas, escorpiões e carrapatos são confudidos como insetos, o mesmo acontece com os embuás e as centopéias. Mas, nenhum desses animais são insetos. Os três primeiros são da classe Arachnida. Os outros dois pertecem, respectivamente, às classes Diplopoda e Chilopoda. Mas afinal, então quem são os insetos?
Insetos são animais que possuem um par de antenas, três pares de patas, corpo segmentado em cabeça, tórax e abdome e presença ou ausência de asas. A classe Insecta, possui cerca de 29 ordens (CSIRO, 1991). Aqui serão citadas apenas algumas:

- Ordem Orthoptera (asa reta): são os gafanhotos, grilos e paquinhas. Esses animais possuem o terceiro par de patas destinadas ao salto (patas saltatórias). O primeiro par de asas é chamado de tégmina, que é mais escura e rígida que o segundo par de asas; este chamado de asa membranosa. O aparelho bucal deles é do tipo mastigador.
- Ordem Hemiptera (meia asa): cigarrinhas, cigarras, etc. Possuem asas ou não. O primeiro par de asas é geralmente mais rígido que o segundo, porém ambas asas são do tipo membranoso. Todas seis patas são ambulatoriais. O aparelho bucal é do tipo sugador-labial.
- Ordem Lepdoptera (asa com escamas): borboletas e mariposas. Como característica principal, a presença de escamas nas asas. O aparelho bucal é do tipo sugador na fase adulta. Quando jovem, antes de realizar metamorfose, as lagartas possuem aparelho bucal do tipo mastigador, e não possuem asas.
- Ordem Coleoptera (asa-estojo): besouros. Esses animais possuem dois pares de asas, onde o segundo par é membranoso, e o primeiro par é do tipo élitro, que serve para abrigar o segundo par. O aparelho bucal é do tipo matigador.
- Ordem Diptera (duas asas): moscas e mosquitos. O aparelho bucal é do tipo picador-sugador. Possuem dois pares de asas, porém apenas o primeiro par é funcional. O segundo par, atrofiado, é chamado de balancim.
- Ordem Blattodea (corpo achatado): baratas. Possuem dois pares de asas, onde o primeiro é do tipo tégmina (igual ao dos gafanhotos), e o segundo é mebranoso. São insetos fototrópicos negativos, tendo aversão à luminosidade.
- Ordem Isoptera (asa igual): cupins. Ambos pares de asas desses instetos possuem mesmo tamanho. são considerados insetos sociais, pois formam sociedades, com divisões de tarefas.
- Ordem Hymenoptera (asa com membrana): formigas, abelhas e vespas. É a ordem mais evoluída entre todos insetos. O corpo é bem segmentado. A grande maioria forma sociedade, salvo algumas vespas, que vivem em pares ou solitárias. As abelhas possuem o terceiro par de patas modificado para coletar o néctar das flores (pata coletora). Ambos pares de asas sempre são membranosas (tanto nas abelhas, quanto nas vespas e até nas formigas que chegam a desenvolve-las).

Os insetos são de suma importância para o planeta. Porém, em alguns casos, essas importâncias podem ter efeito negativo (principalmente para os seres humanos). Por exemplo, muitos insetos são pragas de plantações, causando grande prejuízo econômico às colheitas; é o caso dos gafanhotos das lagartas e de alguns tipos de formigas. Outros insetos podem ser vetores de doenças, como por exemplo, o moquito do gênero Culex, que é vetor do vírus da dengue. Há também o Triatoma infestans, conhecido como barbeiro, que transmite a doença de Chagas. A mosca Tsé-tsé (Glossina palpalis), transmite a doença do sono. Há ainda as pragas urbanas, como é o caso das baratas e moscas comuns, que estão em contato com o lixo e podem transmitir micróbios.

Porém, os insetos também podem trazer benefícios. As abelhas, borboletas e alguns tipos de besouros, são importantíssimos para a polinização das flores, permitindo assim, a reprodução das plantas, e a manutenção da vida na Terra. Muitas larvas de insetos também podem ser utilizados como iscas para pescaria, por exmeplo. As larvas dos insetos podem também, ser importantes nas investigações criminais, pois certos tipos de larvas preferem o estágio inicial de decomposição do cadáver, enquanto outras só consomem o cadáver no estágio final; assim, dependendo do tipo de larva, pode-se descobrir, por exemplo à quanto tempo a pessoa morreu. Outros insetos podem servir de alimentos, inclusive para os humanos, como as formigas tanajuras, e os gafanhotos. As vespas são úteis no controle de pragas, pois elas são predadoras de formigas e lagartas; nesse caso, alguns agricultores já utilizam, de modo estratégico, vespas, evitando o uso de agrotóxicos, que poderiam danificar a própria plantação.

Essas são algumas importâncias dos insetos. A classe possue o maior número de espécies entre todos os animais viventes. Eles também possuem a maior quantidade de indivíduos no planeta, e são encontrados em praticamente todo o globo terrestre, exceto nos pólos.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Vespas (alimentação, reprodução e sociedade)



As vespas são insetos pertencentes à ordem Hymenoptera (insetos que possuem dois pares de asas membranosas). As abelhas e formigas também pertencem à essa ordem. Em algumas regiões do Brasil, esses animais são chamados de "marimbondos". Esses insetos possuem ferrões, cintura afilada e a grande maioria são predadoras de outros insetos. Sendo utilizadas no controle biológico: uma colônia de vespas com 30 mil indivíduos, por exemplo, pode chegar a capturar cerca de mil lagartas de borboletas por dia; com isso muitos agricultores estudam táticas de livrar suas plantações de diversas pragas (afinal, não só as lagartas fazem parte do hábito alimentar das vespas, mas muitos outros insetos também), sem a utilização de inseticidas, que poderiam prejudicar a plantação.

As vespas, assim como as formigas e abelhas possuem colônias, e cada habitante têm uma tarefa específica. Existindo também a divisão de "castas" ou grupos, porém as vespas têm apenas duas classificações: existe a rainha (que é a fêmea fértil, capaz de reproduzir e fundou a colônia), algumas colônias possuem mais de uma rainha); além da rainha existe também as operárias, em maior número. As operárias além de arrumar alimento para a colônia, também atuam na proteção da mesma.

Uma grande curiosidade sobra as vespas, é que muitas espécies utilizam de táticas curiosas para se reproduzirem, sempre visando a proteção da sua prole. Certas vespas capturam aranhas e depositam seus ovos (dentro das aranhas). Quando os ovos eclodem, as larvas se desenvolvem dentro da aranha, consumindo a hospedeira, até sua morte. Outras vespas utilizam lagartas como hospedeiras para seus ovos; quando as lagartas de borboletas passam para a fase de pulpa, os larvas das vespas se desenvolvem no interior da hospedeira, se alimentando dela. No fim do estágio de pulpa, sairá do casulo, uma vespa já formada, e não uma borboleta. É importante saber que as vespas que realizam essa posição de ovos, só colocam apenas um ovo por vez nos insetos hospedeiros.

Por fim, as vespas que a muito tempo já foram vistas como insetos perigosos, hoje em dia passam a ser melhor estudadas, sempre visando um melhor aproveitamento delas. Como já foi dito, principalmente no controle de pragas nas plantações. Na Carolina do Norte, pesquisas foram feitas, visando a introdução de colônias de vespas do gênero Polistes sp, que predava a lagarta Protoparce sp; esta que chegou a reduzir em 68% a cultura do fumo. Tudo isso foi possível, devido, principalmente, à facilidade de manipulação e translocação das colônias dessa espécie de vespas para abrigos artificiais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A magnífica sociedade das formigas







Similar à dos humanos(contendo aproveitadores, trabalhadores, privilegiados, etc). O tamanho das colônias pode variar, assim como os papéis das formigas na sua sociedade (dependendo da sua casta).
Na sociedade das formigas a duas castas principais: a dos indivíduos sexuados e dos indivíduos neutros. A primeira casta compreende os machos e a rainha. A formiga rainha tem como única função, a reprodução; ela é maior que as operárias. Para formação de uma nova rainha, uma larva é selecionada aleatóriamente e passa a ser nutrida com um néctar especial que lhe desenvolverá em uma rainha, diferente das outars que cresceram como operárias. Em um mesmo formigueiro, podem existir mais de uma rainha. Os machos acasalam com a rainha, no vôo nupcial, onde, geralmente, os machos morrem.
Após o acasalamento, a rainha aterrisa em um local propício e, acopanhada de operárias (ou não), inicia uma nova colônia. Em algumas espécies, como a formiga-degoladora, a rainha consegue ter acesso a um formigueiro de outra espécie, e acaba sendo adotada pelas operárias dessa outra espécie, que abandonam sua verdadeira rainha.
Na casta dos indivíduos neutros, há os soldados (que servem para defender o formigueiro, com mandíbulas especiais) e as operárias (ou carregadoras). As operárias também podem virar "potes comunitários", isso ocorre, pois as formigas possuem dois estômagos; um deles é usado para nutrir a própria formiga, o outro guarda alimento para outras formigas; algumas dessas operárias incham após acumular tanta comida nesse segundo estomago e passa a viver apenas pra nutrir as outras formigas, virando um pote comunitário.
Existe ainda, no formigueiro, os pulgões (tipo de inseto), que exerce uma relação harmônica com as formigas: as formigas fornecem proteção aos pulgões, e estes oferecem suas fezes como alimento para as formigas.
As imagens acima mostram uma formiga operária, uma formiga rainha comparada aos machos, um pulgão (o inseto verde), e algumas formigas servindo de potes comunitários.

sábado, 27 de março de 2010

Quem domina o mundo?








O filo Arthropoda é o filo com mais representantes no nosso planeta. Dividido de várias maneiras, uma das mais aceitas diz que o filo possui 5 classes principais: Crustacea, Arachinida, Chilopoda, Diplopoda e Insecta. De acordo com muitos biólogos, os artrópodes correspondem à 2/3 de todos animais existentes na Terra; ou seja, para cada 3 animais, dois serão artrópodes (qualquer classe) e o outro, será um animal qualquer (peixes, mamíferos, moluscos, aves, répteis, anelídeos, “vermes”, medusas, etc).
Os integrantes desse filo são animais conhecidos por todos os humanos; a classe Crustacea reúne os caranguejos, camarões, siris, lagostas, tatuzinhos-de-jardim, tatuís, krills, etc. A classe Arachinida, reúne, por sua vez, as aranhas, os escorpiões, os ácaros (os carrapatos são um tipo de ácaro), os opiliões, etc. A classe Chilopoda é representada pelas lacráias (ou centopéias), já a classe Diplopoda, têm como representante, os Embuás. Por fim, a classe Insecta, que reúne todos os insetos (borboletas, abelhas, formigas, cupins, besouros, gafanhotos, pulgas, baratas, moscas, cigarras, grilos, mosquitos, muriçocas, etc).
Embora esses animais aparentem ser diferentes, eles têm características em comum, todos apresentam corpo segmentado e revestido por um exoesqueleto. Os crustáceos possuem dois pares de antenas, os insetos, quilópodes e diplópodes possuem um par, enquanto os aracnídeos não possuem antenas. O número de patas também varia, os insetos possuem três pares, os crustáceos e aracnídeos possuem 4 pares, os quilópodes possuem um par por segmento (têm em torno de 50 segmentos) e os diplópodes possuem dois pares por segmento (tendo, em torno de 50 segmentos também).
Cada classe têm outras características curiosas, os insetos podem possuir asas (ou não), além de estarem em praticamente todas as regiões. Os quilópodas (centopéias) possuem presas inoculadoras de veneno e são carnívoras (dependendo do tamanho, podem consumir até pequenos roedores); os diplópodes (embuás), são decompositores, consomem restos de folhas e de animais, limpando o ambiente. Os crustáceos são, em sua grande maioria, aquáticos, têm importância econômica, pois muitos são consumidos pelo ser humano (caranguejo, siri, camarão, lagosta, etc). Os aracnídeos são nocivos à saúde humana: as aranhas e os escorpiões são, geralmente, venenosos, causando muitos acidentes; os ácaros podem trazer problemas respiratórios, ou serem parasitas de animais (é o caso do carrapato).
Assim, fica uma pergunta, que agora é facilmente respondida: “Quem realmente domina a Terra? É o ser humano?”